Cega-me.
Meu desespero fracassou
ao passar a noite em claro.
Fez amizade com as sombras.
(Carpinejar)* As sombras nem sempre são péssimas companhias, geralmente não o são... (palavras minhas diante das últimas descobertas...).
[...] Não sei o que hei de fazer das minhas sensações. Não sei o que hei de ser comigo sozinho.(Alberto Caeiro)
Cega-me.
Meu desespero fracassou
ao passar a noite em claro.
Fez amizade com as sombras.
(Carpinejar)* As sombras nem sempre são péssimas companhias, geralmente não o são... (palavras minhas diante das últimas descobertas...).
Assim: olha, eu sei que o barco tá furado e sei que você também sabe, mas queria te dizer pra não parar de remar, porque te ver remando me dá vontade de não querer parar também... [Caio F. Abreu]
Sonho que sou a Poetisa eleita,
Aquela que diz tudo e tudo sabe,
Que tem a inspiração pura e perfeita,
Que reúne num verso a imensidade!
Sonho que um verso meu tem claridade
Para encher todo o mundo! E que deleita
Mesmo aqueles que morrem de saudade!
Mesmo os de alma profunda e insatisfeita!
Sonho que sou Alguém cá neste mundo...
Aquela de saber vasto e profundo,
Aos pés de quem a terra anda curvada!
E quando mais no céu eu vou sonhando,
E quando mais no alto ando voando,
Acordo do meu sonho... E não sou nada! ...
[...] Às vezes me pergunto se você existiu, realmente, ou se foi ficção. Mas não é o que importa. Não existe ficção sem forro de verdade, por mais absurda que a coisa pareça. Eu deponho em seu favor, apesar dos ciúmes. [...]
(Trecho retirado do livro Porto de Ocasos, de Renato Augusto Farias, pra nós aqui de casa: seu Renato!)
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