Terça-feira, 14 de Julho de 2009

Divulgue!

Acesse: http://www.operationsmile.org.br/portal/ Vamos ajudar a divulgar este projeto!

Programa Cirúrgico do Rio de Janeiro

De 06 a 14 de agosto de 2009

Estaremos realizando pelo segundo ano consecutivo um programa cirúrgico na cidade do Rio de Janeiro de 06 a 14 de agosto no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (Hospital do Fundo).

Com uma equipe multidisciplinar formada exclusivamente por voluntários não-médicos e profissionais de saúde brasileiros, o programa médico-humanitário pretende realizar cirurgias plásticas reparadoras em 100 pacientes portadores de fendas lábio-palatinas, prestar atendimento médico a todas as pessoas presentes à seleção que ocorrerão no dia 06 e 07 de agosto e, principalmente, continuar inspirando o desenvolvimento de políticas comprometidas com a auto-suficiência no atendimento médico de qualidade a pessoas portadoras de lábios leporinos e fendas palatinas no Estado. Dia de seleção dos pacientes: 06 e 07 de agosto Local: Hospital Universitário Clementino Fraga Filho End. : Rua Professor Rodolpho Paulo Rocco, 255 - 1 andar - Ambulatório Cidade Universitária - Ilha do Fundão Rio de Janeiro - RJ Fone para informações: 21-71523855 Dias das cirurgias: 10 a 14 de agosto Não é necessário fazer pré-inscrição para tentar a cirurgia, apenas comparecer ao hospital no dia do exame e seleção dos pacientes, 6 ou 7 de agosto a partir das 8:00 hs da manhã. Forneceremos hospedagem e alimentação para pacientes de fora da cidade do Rio de Janeiro.

Domingo, 12 de Julho de 2009

De "Alberto Caeiro"

Como uma criança antes de a ensinarem a ser grande, Fui verdadeiro e leal ao que vi e ouvi.

In Poemas Inconjuntos

In Poesia , Assírio & Alvim, ed. Fernando Cabral Martins, Richard Zenith, 2001

Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

Eu desconfio Que o nosso caso está na hora de acabar Há um adeus em cada gesto, em cada olhar, Mas nós não temos a coragem de falar. Nós já tivemos A nossa fase de carinho apaixonado De fazer versos, de viver sempre abraçados Naquela base do "só vou se você for". Mas de repente Fomos ficando cada dia mais sozinhos Embora juntos cada qual tem seu caminho E já não temos nem vontade de brigar. Tenho pensado E Deus permita que eu esteja errado Mas eu estou, ai eu estou desconfiado Que o nosso caso está na hora de acabar.

Terça-feira, 7 de Julho de 2009

Minha amiga, minha metade! Que Deus te proteja, te cuide, te olhe e empreste seus ombros (todos quantos tiver) para quando precisares e estiveres na minha ausência, eu não me sinta tão culpada por não estar ao seu lado. É seu aniversário, é o dia que Ele disse: - Desce e vire jardim! Jardim por todos os lugares que passares, flores para todos que te mereçam. Vá. E você veio! "Amizade Jardim de Flores" és tu ( e que fique claro, não estou negando os espinhos que fazem parte dele: aceito-os todos). Feliz aniversário! Meu presente: Excertos de "Diário de Bugrinha", dd Manoel de Barros.
  • O nome de um passarinho que vive no cisco é joão ninguém. Ele parece com Bernardo.
  • Formiga é um ser tão pequeno que não agüenta nem neblina. Bernardo me ensinou: Para infantilizar formigas é só pingar um pouquinho de água no coração delas. Achei fácil.
  • Eu queria crescer pra passarinho...
  • A voz de meu avô arfa. Estava com um livro debaixo dos olhos. Vô! o livro está de cabeça pra baixo. Estou deslendo.
  • Um sapo feneceu 3 borboletas de uma vez atrás de casa. Ele fazia uma estultícia?
  • O Bernardo fala com pedra, fala com nada, fala com árvore. As plantas querem o corpo dele para crescer por sobre. Passarinho já faz poleiro na sua cabeça.
  • Choveu de noite até encostar em mim. O rio deve estar mais gordo. Escutei um perfume de sol nas águas.
  • As árvores me começam.
  • Uma violeta me pensou. Me encostei no azul de sua tarde.
  • Hoje completei 10 anos. Fabriquei um brinquedo com palavras. Minha mãe gostou. É assim: De noite o silêncio estica os lírios.

Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

VI
Descobri aos 13 anos que o que me dava prazer nas
leituras não era a beleza das frases, mas a doença delas.
Comuniquei ao Padre Ezequiel, um meu Preceptor, esse gosto esquisito.
Eu pensava que fosse um sujeito escaleno.
- Gostar de fazer defeitos na frase é muito saudável, o Padre me disse.
Ele fez um limpamento em meus receios.
O Padre falou ainda: Manoel, isso não é doença,
pode muito que você carregue para o resto da vida um certo gosto por nadas...
E se riu.
Você não é de bugre? - ele continuou.
Que sim, eu respondi.
Veja que bugre só pega por desvios, não anda em estradas -
Pois é nos desvios que encontra as melhores surpresas e os ariticuns maduros.
Há que apenas saber errar bem o seu idioma.
Esse Padre Ezequiel foi o meu primeiro professor de
gramática.

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

"Me procurei a vida inteira e não me achei — pelo que fui salvo". (Manoel de Barros)

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Desde pequena sei o significado do meu nome: digna de ser amada. Sempre que eu dizia meu nome para alguém, a pessoa me perguntava se eu sabia o que significava... Era engraçado no começo mas depois passei a responder com "aquela" cara não muito diferente da de hoje (TPM pura!). Certa vez questionei a minha mãe quem havia escolhido meu nome, se ela ou meu pai, já que o da Alice fora ela e o da Ana Clara havia sido meu pai, e eu? A primogênita?! Quem havia escolhido que eu era digna de ser amada? De ser Amanda?!
Minha mãe disse que era um nome lindo mas que meu pai, fã de um "tal" de Taiguara, resolveu me registrar assim por conta de uma música desse "tal" cantor e, com toda paciência peculiar desse ser que me gerou, foi na estante de discos, veja bem, eu escrevi DISCOS = VINIL e pos para tocar na VITROLA a minha música, minha a partir daquele instante!
Lembro que ouvi em silêncio e gostei, apesar do ritmo. Depois disso passei dias tentando entender o que teria feito meu pai gostar daquela canção. Até hoje não obtive resposta, nem dele nem minha, mas sei que toda vez que me sinto como hoje - perdida em mim - ponho para tocar a minha música no meu PC ou no MP3... A vitrola não faz parte da minha casa de casada, só em mãe ela ainda funciona (literalmente).
Em tempo, acredito que hoje descobri o motivo da escolha de meu pai, na última estrofe - risonha e altiva - REMIÇÃO.
"Te amando, te amando,
Vou esquecer a inútil liberdade, Que eu sonhei ver nas luzes da cidade, Amanda, vou te enfeitar de amor!"
Achei no YouTube...

Terça-feira, 30 de Junho de 2009

O Livro sobre o Nada

(Manoel de Barros)

  • Com pedaços de mim eu monto um ser atônito.
  • Tudo que não invento é falso.
  • Há muitas maneiras sérias de não dizer nada, mas só a poesia é verdadeira.
  • Não pode haver ausência de boca nas palavras: nenhuma fique desamparada do ser que a revelou.
  • É mais fácil fazer da tolice um regalo do que da sensatez.
  • Sempre que desejo contar alguma coisa, não faço nada; mas se não desejo contar nada, faço poesia.
  • Melhor jeito que achei para me conhecer foi fazendo o contrário.
  • A inércia é o meu ato principal.
  • Há histórias tão verdadeiras que às vezes parece que são inventadas.
  • O artista é um erro da natureza. Beethoven foi um erro perfeito.
  • A terapia literária consiste em desarrumar a linguagem a ponto que ela expresse nossos mais fundos desejos.
  • Quero a palavra que sirva na boca dos passarinhos.
  • Por pudor sou impuro.
  • Não preciso do fim para chegar.
  • De tudo haveria de ficar para nós um sentimento longínquo de coisa esquecida na terra — Como um lápis numa península.
  • Do lugar onde estou já fui embora.
(Em itálico - grifo meu)

Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

Aquática

Navega-me,
que me faço mar.
Não para me singrares de velas enfunadas.
Teu deslizar há de fazer marolas
que hás de alisar docemente.
Eu crescerei em vagas impetuosas
e te farei soçobrar.
Mergulharás em mim e eu, maremoto.
Até que,
juntos,
na praia morna,
em branca espuma
morreremos.
(Gerusa Leal)

Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

Apesar de encarar as mudanças - todas elas - de frente, não pode dizer que não se assuste cada vez que uma surge em sua vida. Terá de mudar, de se mudar... é só uma mudança "física", de "espaço", ela tenta se convencer, mas existe mais. Muito mais.
Voltar é ruim...ela sabe. Tem medo do passado? Muito mais do futuro...
Declarou guerra aos medos existentes dentro do seu pequeno coração, pequeno coração atordoado; mas ainda coração. Sente, chora. Ultimamente mais chora do que ri, na verdade só chora. Sorrir? Faz tempo que não o faz de verdade, apenas embalados pela cobrança social que teima em desrespeitar seus sentimentos.
É fato, fato consumado...

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