A morte é indolor.O que dói nela é o nadaque a vida faz do amor.Sopro a flauta encantadae não dá nenhum som.Levo uma pena levede não ter sido bom.E no coração, neve.
Mostrando postagens com marcador Thiago de Mello. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Thiago de Mello. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Poema perto do fim, de Thiago de Mello.
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Arte de amar, de Thiago de Mello.
Não faço poemas como quem chora,nem faço versos como quem morre.Quem teve esse gosto foi o bardo Bandeiraquando muito moço; achava que tinhaos dias contados pela tísicae até se acanhava de namorar.
Faço poemas como quem faz amor.É a mesma luta suave e desvairadaenquanto a rosa orvalhadase vai entreabrindo devagar.
A gente nem se dá conta, até acha bom,o imenso trabalho que amor dá para fazer.
Perdão, amor não se faz.Quando muito, se desfaz.Fazer amor é um dizer(a metáfora é falaz)de quem pretende vestircom roupa austera a belezado corpo da primavera.
O verbo exato é foder.A palavra fica nuapara todo mundo vero corpo amante cantandoa glória do seu poder.
Assinar:
Postagens (Atom)