Estava pensando no que escrever... Daí a Ana chegou, Reclamou, Sentou, Gritou: - Vou embora! Todos riram e a Ana ficou.
terça-feira, 28 de julho de 2009
Pra minha Ana Clara*
terça-feira, 21 de julho de 2009
Como que diante da tristeza a alegria aparece?! Tenho produzido bastante, ideias várias, um livro que só falta ilustrar pra nascer (publicar?!quem sabe?! é a intenção). Ao menos 1 darei vida concreta. Outros escritos estão de molho... aguardando temperos, que virão, certamente.
No último dia de aula não sofri tanto quanto pensei, não chorei e isto basta. Tenho projetos transbordando, parece que borbulho, sabe?
O ideal é colocar tudo no papel e não me permitir guardá-los na gaveta. Terei essa força.
Juro por mim que não ousarei me esquecer novamente.
Há uma Primavera em cada vida:É preciso cantá-la assim florida,Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!(Florbela Espanca)
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Flores
Hoje recebi flores*. Na verdade já sabia que iria recebê-las, mas não tinha ideia de que fosse hoje. Exatamente hoje. Nos últimos dias tenho guardado o choro, não posso transbordar ainda, mas devia. Ontem foi quase. As lágrimas foram chegando, chegando e começaram a se engraçar...uma ou outra se atreveram e rolaram pela face, as demais tiveram receio e se esconderam: sabem quem manda aqui, aqui ó...dentro.Chego na escola, sorrio para algumas mães no portão, guardo minhas coisas e volto para abrir o portão:13:02h - atrasada. De repente o embrulho está nas minhas mãos, quem deu? Ah...foi ela. Perdida entre pernas, braços e mochilas estava a minha pequena, sorriso de canto, olhos baixos: é sua flor, tia!Agradeço e as lágrimas brotam. A mãe ainda não sabe, mas amanhã é meu último dia. Disfarço, brinco com os alunos que entram correndo, e pronto! As lágrimas voltam pra "dentro", converso com a mãe e ouço a explicação que aquela flor deveria ser de verdade mas que se fossem não durariam tempo suficiente, daí a flor de pelúcia - cheirosa que só!Explicação dada, agradeço novamente e reconheço o perfume usado para dar um pouco de veracidade ao objeto: é o perfume da minha aluna, e essa ideia só pode ter partido dela, no auge de seus 3 anos!Algo aconteceu desde que eu soube que iria sair, mesmo as crianças não sabendo, passaram a cuidar de mim - mais do que o habitual. Anjos? Sentido aguçado? Ou apenas meu olhar triste e cabisbaixo? Não sei, mas também não faço questão de.Nesse momento sei apenas que a a próxima sexta será de choro, de enchente d'alma, mas pra fora de mim - talvez aí a angústia diga adeus e eu volte a sorrir.É crescimento ou deve ser coisa de Deus, sei lá: pressinto algo novo no ar.
* É igual essa aí de cima!!!
terça-feira, 14 de julho de 2009
Divulgue!
Acesse: http://www.operationsmile.org.br/portal/
Vamos ajudar a divulgar este projeto!
Programa Cirúrgico do Rio de Janeiro
De 06 a 14 de agosto de 2009
Estaremos realizando pelo segundo ano consecutivo um programa cirúrgico na cidade do Rio de Janeiro de 06 a 14 de agosto no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (Hospital do Fundo).
Com uma equipe multidisciplinar formada exclusivamente por voluntários não-médicos e profissionais de saúde brasileiros, o programa médico-humanitário pretende realizar cirurgias plásticas reparadoras em 100 pacientes portadores de fendas lábio-palatinas, prestar atendimento médico a todas as pessoas presentes à seleção que ocorrerão no dia 06 e 07 de agosto e, principalmente, continuar inspirando o desenvolvimento de políticas comprometidas com a auto-suficiência no atendimento médico de qualidade a pessoas portadoras de lábios leporinos e fendas palatinas no Estado. Dia de seleção dos pacientes: 06 e 07 de agosto Local: Hospital Universitário Clementino Fraga Filho End. : Rua Professor Rodolpho Paulo Rocco, 255 - 1 andar - Ambulatório Cidade Universitária - Ilha do Fundão Rio de Janeiro - RJ Fone para informações: 21-71523855 Dias das cirurgias: 10 a 14 de agosto Não é necessário fazer pré-inscrição para tentar a cirurgia, apenas comparecer ao hospital no dia do exame e seleção dos pacientes, 6 ou 7 de agosto a partir das 8:00 hs da manhã. Forneceremos hospedagem e alimentação para pacientes de fora da cidade do Rio de Janeiro.domingo, 12 de julho de 2009
De "Alberto Caeiro"
Como uma criança antes de a ensinarem a ser grande, Fui verdadeiro e leal ao que vi e ouvi.
In Poemas Inconjuntos
In Poesia , Assírio & Alvim, ed. Fernando Cabral Martins, Richard Zenith, 2001
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Letra: Fim de caso (Dolores Duran)
Eu desconfio
Que o nosso caso está na hora de acabar
Há um adeus em cada gesto, em cada olhar,
Mas nós não temos a coragem de falar.
Nós já tivemos
A nossa fase de carinho apaixonado
De fazer versos, de viver sempre abraçados
Naquela base do "só vou se você for".
Mas de repente
Fomos ficando cada dia mais sozinhos
Embora juntos cada qual tem seu caminho
E já não temos nem vontade de brigar.
Tenho pensado
E Deus permita que eu esteja errado
Mas eu estou, ai eu estou desconfiado
Que o nosso caso está na hora de acabar.
terça-feira, 7 de julho de 2009
Minha amiga, minha metade! Que Deus te proteja, te cuide, te olhe e empreste seus ombros (todos quantos tiver) para quando precisares e estiveres na minha ausência, eu não me sinta tão culpada por não estar ao seu lado. É seu aniversário, é o dia que Ele disse: - Desce e vire jardim! Jardim por todos os lugares que passares, flores para todos que te mereçam. Vá. E você veio! "Amizade Jardim de Flores" és tu ( e que fique claro, não estou negando os espinhos que fazem parte dele: aceito-os todos). Feliz aniversário! Meu presente: Excertos de "Diário de Bugrinha", dd Manoel de Barros.
- O nome de um passarinho que vive no cisco é joão ninguém. Ele parece com Bernardo.
- Formiga é um ser tão pequeno que não agüenta nem neblina. Bernardo me ensinou: Para infantilizar formigas é só pingar um pouquinho de água no coração delas. Achei fácil.
- Eu queria crescer pra passarinho...
- A voz de meu avô arfa. Estava com um livro debaixo dos olhos. Vô! o livro está de cabeça pra baixo. Estou deslendo.
- Um sapo feneceu 3 borboletas de uma vez atrás de casa. Ele fazia uma estultícia?
- O Bernardo fala com pedra, fala com nada, fala com árvore. As plantas querem o corpo dele para crescer por sobre. Passarinho já faz poleiro na sua cabeça.
- Choveu de noite até encostar em mim. O rio deve estar mais gordo. Escutei um perfume de sol nas águas.
- As árvores me começam.
- Uma violeta me pensou. Me encostei no azul de sua tarde.
- Hoje completei 10 anos. Fabriquei um brinquedo com palavras. Minha mãe gostou. É assim: De noite o silêncio estica os lírios.
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segunda-feira, 6 de julho de 2009
De "O Guardador de Águas", de Manoel de Barros
VIDescobri aos 13 anos que o que me dava prazer nasleituras não era a beleza das frases, mas a doença delas.Comuniquei ao Padre Ezequiel, um meu Preceptor, esse gosto esquisito.Eu pensava que fosse um sujeito escaleno.- Gostar de fazer defeitos na frase é muito saudável, o Padre me disse.Ele fez um limpamento em meus receios.O Padre falou ainda: Manoel, isso não é doença,pode muito que você carregue para o resto da vida um certo gosto por nadas...E se riu.Você não é de bugre? - ele continuou.Que sim, eu respondi.Veja que bugre só pega por desvios, não anda em estradas -Pois é nos desvios que encontra as melhores surpresas e os ariticuns maduros.Há que apenas saber errar bem o seu idioma.Esse Padre Ezequiel foi o meu primeiro professor degramática.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Desde pequena sei o significado do meu nome: digna de ser amada. Sempre que eu dizia meu nome para alguém, a pessoa me perguntava se eu sabia o que significava... Era engraçado no começo mas depois passei a responder com "aquela" cara não muito diferente da de hoje (TPM pura!). Certa vez questionei a minha mãe quem havia escolhido meu nome, se ela ou meu pai, já que o da Alice fora ela e o da Ana Clara havia sido meu pai, e eu? A primogênita?! Quem havia escolhido que eu era digna de ser amada? De ser Amanda?!
Minha mãe disse que era um nome lindo mas que meu pai, fã de um "tal" de Taiguara, resolveu me registrar assim por conta de uma música desse "tal" cantor e, com toda paciência peculiar desse ser que me gerou, foi na estante de discos, veja bem, eu escrevi DISCOS = VINIL e pos para tocar na VITROLA a minha música, minha a partir daquele instante!
Lembro que ouvi em silêncio e gostei, apesar do ritmo. Depois disso passei dias tentando entender o que teria feito meu pai gostar daquela canção. Até hoje não obtive resposta, nem dele nem minha, mas sei que toda vez que me sinto como hoje - perdida em mim - ponho para tocar a minha música no meu PC ou no MP3... A vitrola não faz parte da minha casa de casada, só em mãe ela ainda funciona (literalmente).
Em tempo, acredito que hoje descobri o motivo da escolha de meu pai, na última estrofe - risonha e altiva - REMIÇÃO.
"Te amando, te amando,
Vou esquecer a inútil liberdade,
Que eu sonhei ver nas luzes da cidade,
Amanda, vou te enfeitar de amor!"
Achei no YouTube...
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