quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Conversas em lata, Ludov.
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Só...risos!
[...] — Você não sabe o que me aconteceu! — O quê? — Uma coisa incrível. — O quê? — Contando ninguém acredita. — Conta! — Você não nota nada de diferente em mim? Não está faltando nada? — Não. — Olhe. E ele mostraria o dedo da aliança, sem a aliança. — O que aconteceu? E ele contaria. Tudo, exatamente como acontecera. O macaco. O óleo. A aliança no asfalto. O chute involuntário. E a aliança voando para o bueiro e desaparecendo. — Que coisa - diria a mulher, calmamente. — Não é difícil de acreditar? — Não. É perfeitamente possível. — Pois é. Eu... — SEU CRETINO! — Meu bem... — Está me achando com cara de boba? De palhaça? Eu sei o que aconteceu com essa aliança. Você tirou do dedo para namorar. É ou não é? Para fazer um programa. Chega em casa a esta hora e ainda tem a cara-de-pau de inventar uma história em que só um imbecil acreditaria. — Mas, meu bem... — Eu sei onde está essa aliança. Perdida no tapete felpudo de algum motel. Dentro do ralo de alguma banheira redonda. Seu sem-vergonha! E ela sairia de casa, com as crianças, sem querer ouvir explicações. Ele chegou em casa sem dizer nada. Por que o atraso? Muito trânsito. Por que essa cara? Nada, nada. E, finalmente: — Que fim levou a sua aliança? E ele disse: — Tirei para namorar. Para fazer um programa. E perdi no motel. Pronto. Não tenho desculpas. Se você quiser encerrar nosso casamento agora, eu compreenderei. Ela fez cara de choro. Depois correu para o quarto e bateu com a porta. Dez minutos depois reapareceu. Disse que aquilo significava uma crise no casamento deles, mas que eles, com bom-senso, a venceriam. — O mais importante é que você não mentiu pra mim. E foi tratar do jantar. "A Aliança", de Luis Fernando Veríssimo. Texto extraído do livro "As mentiras que os homens contam", Editora Objetiva - Rio de Janeiro, 2000, pág. 37.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
AJUDA!
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Cotidiano de um casal...feliz?
sábado, 17 de janeiro de 2009
Zoiuda, de Luiz Vilela.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Um pouco de Clarice Lispector ( um pouco de mim hoje).
Aquilo que ainda vai ser depois - é agora. Agora é o domínio de agora. E enquanto dura a improvisação eu nasço.
Eu já havia experimentado na boca os olhos de um homem e, pelo sal na boca, soubera que ele chorava.
Timidamente eu me deixava transpassar por uma doçura que me encabulava sem me constranger.
Quero viver muitos minutos num só minuto.
Se alguém me ler será por conta e auto-risco. Eu não faço literatura: eu apenas vivo ao correr do tempo.
O que está escrito aqui, ..., são restos de uma demolição de alma, são cortes laterais de uma realidade que se me foge continuamente.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Esses nosso olhos, de João Nunes
O universo é infinito mas cabe na palavra. O verso mais bonito sabe bem mais do que lavra. O que me é imerso, contudo, não é muito mais do que nada se sou só outra palavra no teu vasto universo.
Mas faz de conta que nos conhecemos hoje. A primeira vez que nossos olhos se olharam se reconheceram e notaram, que não eram dois, ao total eram quatro. Esses olhos, olhos que de tanto olhar falam, embora só agora vemos que nunca entenderemos realmente as verdades que falam esses olhos que nos olham. E por vezes, indignados com nossa surdez, choram. Choram um sim, choram um não, lavam amanhãs, e inundam ontens. Choram sincronizados, choram calados, choram os olhos que nos falam.
Outras vezes, contudo, se negam, tão altivos, a verter uma lágrima que seja, marrentos se mantêm secos. Esquivos, fogem dos dedos, não querem afagos. Mas se prestássemos atenção, ouviríamos que, amargos, quando acham que estamos distraídos eles falam entre si, falam de um sim ou de um não, falam do amanhã e do ontem, falam os olhos dos olhos que nos faltam.
Faz de conta então, coração, que nos conhecemos hoje. E cada amanhã será um hoje. A cada dia será na magia do primeiro encontro que se reencontrarão nossos olhos, quando se refletirem, tão contentes, talvez chorem, se se permitirem, claro. Choram os olhos que se olham.
Quero assim, viver eternamente só mais este momento, olhos marejados se reconhecendo, diferentemente, pela centésima "primeira vez", se encontrando e se perdendo, sorrindo e cedendo lágrimas de alegrias pelos dias que ainda trazem saudades das idades que ainda hão de vir. Sonham os olhos que nos calam.
Até que um certo dia, que também será, fatalmente, outro hoje, ora, quando esses olhos de tanto olhar nos verão se aproximando, retornando de um lugar qualquer onde eles não podiam se avistar, vão então, vibrar, com o reencontro na milésima "primeira vez", felizes apenas por se olhar. E eu te imploro, coração, não diga nada, querida se quiser e puder me abraça, mas não, não fala: olha.
Faz de conta que nos conhecemos hoje.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Quase, de Anderson Piva
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Preta...
Realmente havia postado pra ti - porém, contudo, no entanto - este blogger deu pau no html e aí a mensagem ficou "feia". Aí resolvi procurar outra frase que me inspirasse você e olha o que achei:
"Meus defeitos, meu lado negativo é belo e côncavo como um abismo". (Clarice Lispector)
Um abismo reconhece outro... Bom dia!!!rsrsrsr
