terça-feira, 30 de dezembro de 2008
domingo, 28 de dezembro de 2008
Lápis de cor, de Susanna Fernandes.
LÁPIS DE COR
Sou eu um resumo mal escrito sobre minha própria vida.
Esta mesma vida que mal vivi até hoje.
Sim, estes dias que me perseguem como espectros de mim.
Sou algo mal acabado e em processo de putrefação.
Sou cheia de cicatrizes de todas as dores do mundo que carrego nas costas.
Sofro de males psicossomáticos de todas as mulheres.
Doem-me todas as juntas de muitos joelhos, cotovelos e dedos.
Os cabelos de minhas tantas cabeças caem, ainda pretos.
Minha pele se enruga em outros rostos e pescoços.
O ar me falta em pulmões que não são os meus, mas estão em meu corpo.
Ainda não morro.
Ainda espero mais alguns dias, meses ou anos.
Minha morte precisa ser um consenso de todos os que vivem em mim.
Sim. Foi dessa forma que tracei os meus dias e escrevi minha história.
Mas... Quebraram a ponta do meu lápis...
E eu não sei quem foi... Mas muito obrigado!
Preciso começar tudo de novo, e que seja agora com grafite colorido.
Quero poder escrever em arco-íris.
E em primavera e em sol de domingo e em céu azul
E em riso de criança e de velhinhos e latido de cães
E em esta nova vida que me deram ao quebrar meu lápis
Vida nova de dentro para fora vivo sem parar...
Sou palavras sem fim para uma vida em pleno recomeço.
sábado, 27 de dezembro de 2008
"A capacidade de luta que há em você precisa de adversidade para REVELAR-SE".
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
domingo, 21 de dezembro de 2008
Papai Noel no trópico, de Moacyr Scliar.
A língua girava no céu da boca (Drummond).
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Mãos dadas, Drummond...
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Apontamento, de Álvaro de Campos & Ensinamento, de Adélia Prado!
Asneira? Impossível? Sei lá! Tenho mais sensações do que tinha quando me sentia eu. Sou um espalhamento de cacos sobre um capacho por sacudir.
Fiz barulho na queda como um vaso que se partia. Os deuses que há debruçam-se do parapeito da escada. E fitam os cacos que a criada deles fez de mim.
Não se zanguem com ela. São tolerantes com ela. O que era eu um vaso vazio?
Olham os cacos absurdamente conscientes, Mas conscientes de si mesmos, não conscientes deles.
Olham e sorriem. Sorriem tolerantes à criada involuntária.
Alastra a grande escadaria atapetada de estrelas. Um caco brilha, virado do exterior lustroso, entre os astros. A minha obra? A minha alma principal? A minha vida? Um caco. E os deuses olham-o especialmente, pois não sabem por que ficou ali.
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Ensinamento
Minha mãe achava estudo a coisa mais fina do mundo. Não é. A coisa mais fina do mundo é o sentimento. Aquele dia de noite, o pai fazendo serão, ela falou comigo: "Coitado, até essa hora no serviço pesado". Arrumou pão e café , deixou tacho no fogo com água quente. Não me falou em amor. Essa palavra de luxo.
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Para Su...
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Uma perda, de Arthur da Távola





