Não sei como até hoje não tinha postado esse poema...fez parte da minha infância e me acompanha até hoje!!!
Tem um significado especial!!!
Ah, devo voltar a postar no final de janeiro,tá?
Abraços!
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
Porquinho-da-Índia, de Manuel Bandeira
Quando eu tinha seis anos
Ganhei um porquinho-da-índia.
Que dor de coração me dava
Porque o bichinho só queria estar debaixo do fogão!
Levava ele pra sala
Pra os lugares mais bonitos mais limpinhos
Ele não gostava:
Queria era estar debaixo do fogão.
Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas . . .
— O meu porquinho-da-índia foi minha primeira namorada.
Não sei como até hoje não tinha postado esse poema...fez parte da minha infância e me acompanha até hoje!!!
Tem um significado especial!!!
Ah, devo voltar a postar no final de janeiro,tá?
Abraços!
Não sei como até hoje não tinha postado esse poema...fez parte da minha infância e me acompanha até hoje!!!
Tem um significado especial!!!
Ah, devo voltar a postar no final de janeiro,tá?
Abraços!
"As pessoas que se comprazem no sofrimento, que gostam de sentir-se infelizes e fazer aos outros infelizes, jamais poderão orgulhar-se de sua beleza. O mau humor, o sentimento de frustração, a amargura marcam a fisionomia, apagam o brilho dos olhos, cavam sulcos na face mais jovem, enfeiam qualquer rosto. Essa é a razão porque a mulher, que cultiva a beleza, deve esforçar-se para ser feliz. Felicidade é estado de alma, é atmosfera, não depende de fatos ou circunstâncias externas.”
(Clarice Lispector - Correio Feminino)
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
Tabacaria
[...]
Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.
Álvaro de Campos, 15-1-1928
Assinar:
Postagens (Atom)